quarta-feira, 23 de março de 2011

Material de apoio - Harmonia

São indicações (algumas para baixar) sobre o tema, na ordem que eu acho interessante de ler: do mais básico ao mais complexo (há controvérsias!):


Ian Guest (vol 1) - Harmonia - Método Prático ==> Basicão e pop.

Koellreutter - Harmonia Funcional ==> Basicão e funcional.

Paul Hindemith - CURSO CONDENSADO DE HARMONIA TRADICIONAL ==> Manualzão da tradição.

Schoenberg - Funções estruturais da harmonia ==> Pragmático, escrito depois do tratado.

SCHOENBERG - Harmonia ==> "O Grande Tratado". Um livro pra vida.


De nada.

Bem-vindos - Aviso Importante

Este blog é simplesmente a reunião das diversas interrupções, devaneios e observações - pertinentes ou não - que eu certamente causaria nas aulas da pós-graduação, caso não fizesse um blog que buscasse compensar a falta de tempo para falar durante as aulas (natural, tem muita gente pra falar) e assim me impedisse de me transformar em uma pessoa inconveniente.

Quem busca uma solução para os problemas educacionais do estado, do país, do mundo ou do universo pode tirar o cavalinho da chuva. Não tenho fórmulas mágicas, não tenho (e nem terei) um "projeto de mundo" nem acho que essa deva ser a preocupação do educador.

O que tenho são reflexões e, no máximo, minhas tentativas de compreender como as coisas funcionam, certo de que nunca chegarei lá, apenas cada vez mais perto.

Por isso o leitor encontrará uma acidez, um certo ceticismo e uma relutância apriorística em fugir da unanimidade e do senso comum, sempre com o máximo de respeito que conseguir transparecer na medida do possível.

Estou certo de que a maioria das pessoas tende a querer o melhor para seus semelhantes - a diferença está em como fazê-lo. Alguns preferem a mentalidade revolucionária (mudar o mundo conforme suas próprias convicções); outros buscam apenas e tão somente (tentar) comprendê-lo e que essa mudança seja devida à soma das vontades e fruto da consciência de cada ser humano.

Tenho preferência por esse segundo grupo pois sei que, mesmo compreendendo (ou achando que compreendo) o mundo na sua complexidade, não teria o direito de moldá-lo segundo os meus princípios. O que posso legitimamente é buscar a verdade e contribuir assim com o debate, para que a verdade tenha a chance de prevalecer.

Não tenho, inclusive, a pretensão de "revolucionar" nem a educação de meus alunos, se estes não quiserem educar-se. Não posso obrigar ninguém a isso, liberdade é fundamental. Eu mudaria com gosto o slogan oficial para "Educar-se é dever de todos" ao invés de "Educação é direito de todos".

Num contexto de trabalho acadêmico, este blog permanece como um caderno de anotações parcialmente finalizado e com os comentários em aberto para que possa haver o indispensável debate sem atropelos.

Grande abraço,

Tom Ferreira Martins.